5 - DIALOGO: FIXAÇÕES MENTAIS
É o estado em que o comunicante, encarnado ou desencarnado, cristaliza
seu psiquismo em torno de determinados fatos, acontecimentos ou
sentimentos do passado, isolando-se do mundo externo e
passando a viver unicamente em função daquelas ideias.
Ao se afastar do corpo físico pela imposição da morte, o espirito continuará cativo dos processos da vida
inferior, com a densidade característica da fixação mental a que se afeiçoa, em circuito fechado sobre si mesmo, onde as vozes e os quadros dos
próprios pensamentos lhe impõem reiteradas alucinações.
O espirito perde, então, a noção de tempo e sua mente apenas enxerga esses fatos, os acontecimentos ou sentimentos que lhe
causaram profundo desequilíbrio e desarmonia interior ou seja, para ele, é como se o tempo não tivesse passado, ficando estacionado
nesta situação anos
seguidos, gravitando em torno da própria perturbação, que pode perdurar durante séculos. Nada mais
ouve, nada mais vê e nada mais sente, além da esfera desvairada de si mesmo.
O que gera o estado de fixação mental é
a perturbação causada pela ocorrência de um acontecimento traumatizante, vivenciado
em experiência
reencarnatória
anterior, que lhe trouxe dor e sofrimento e que desencadeou sentimentos de ódio, paixão, ciúme ou desejo de vingança.
Devido ao seu atrasado nível evolutivo, o comunicante não consegue vencer a luta contra a dor e o sofrimento, entregando-se à imobilização por tempo indeterminado e vibrando unicamente em torno desses pensamentos.
Essa situação pode ser perfeitamente
revertida pela reencarnação ou por um convencimento efetivo, na
reunião de
desobsessão. Quando um
espirito chega a uma reunião de desobsessão, já houve, em torno dele, um grande
trabalho da espiritualidade envolvendo muitos outros espíritos e situações de
convencimento, e no momento do diálogo, é fundamental que seja esclarecido. Em
muitos casos esse momento chega a ser a culminância de longos períodos de trabalho
da espiritualidade e uma chance inestimável para o comunicante.
Mesmo que desdenhem do acolhimento, a
maior parte deles quer ser convencida de que existe algo
melhor para viver. Todos querem uma vida de paz e
felicidade. Este é o anseio de toda alma, e naquele momento podemos contribuir
para isso. Eis ai o grande dever do esclarecedor de estudar e se aprimorar
moral e espiritualmente.
Outros, porém, mantêm-se aferrados em
suas ideias, permanecendo recalcitrantes e inconformados. Para estes, o recurso imediato é o sono reparador ao
qual deve ser submetido a fim de ser recolhido e atendido posteriormente, após melhorar
seu quadro mental.
O recurso da reencarnação é outra providencia a ser tomada. O
choque provocado pelo ingresso compulsório na carne poderá levá-los ao restabelecimento.
Como agir nestes casos mais difíceis de
fixação mental? É preciso quebrar o circulo mental e
para isso devemos procurar identificar
a causa da fixação.
Substituir as imagens mentais deprimentes por imagens novas e positivas.
Em caso de raiva, revolta, vingança, busque acalma-lo e reviver uma
lembrança boa.
Tente conectá-lo com energias de amor, como por
exemplo, a lembrança da família, ou de um momento feliz vivido em alguma época
de sua existência. Se nada der certo, recorra à indução ao sono. Normalmente o
dialogador é intuído, pelo mentor da reunião, sobre como e quando buscar uma
memoria perdida.
As mais recentes orientações que recebemos
da espiritualidade aqui em nossa casa, é de que quando o espirito está muito perturbado,
que nenhuma abordagem o sensibiliza, a melhor ação é a indução ao sono, pois,
muitos já estão sendo retirados da atmosfera terrestre e sendo recolocados em
um planeta moralmente .inferior.
Como ultima tentativa de salvação, eles
são induzidos ao sono para depois tentarem uma nova abordagem. Em nossas
reuniões tem chegado muitos espíritos nesta situação. Utilizamos o recurso do transe hipnótico que consiste em dizer ao
comunicante que ele vai receber uma graça maravilhosa. Que ele vai ter a
felicidade de poder dormir e se sentirá bem melhor. Que quando acordar poderá
conversar bem melhor. Que ele esta começando a sentir um relaxamento bom, um
sono gostoso chegando..., chegando e ficando cada vez mais pesado..., cada vez
mais profundo..., bem profundo..., o corpo está relaxado..., e o sono cada vez
mais profundo.... E faz o desligamento.
Se você achar que ele não está relaxado
e dormindo o suficiente, pode usar o recurso da contagem de um a 1 a 3, ou 4 e
desligar, usando as palavras: “profundamente dormindo. Vai em paz”. E corta a
ligação.
MUTILAÇÕES OU DEFORMAÇÕES: Esta é uma forma mais branda de fixação
mental. Via de regra o desencarnado se apresenta fixado na forma como
desencarnou. O dialogador deve buscar liberta-los do sofrimento. Em caso de
mutilação podemos ajuda-los a recompor seu órgão plasmando o, dando uma medicações
ou o que você intuir ser necessário.
O dialogador deve buscar liberta-lo do sofrimento. Trabalhar com sugestões e mentalizações funciona muito bem
nestas circunstancias, devido à facilidade que o perispírito tem de se modificar conforme o
pensamento e a vontade. Ele altamente plástico, moldável.
Alguns dialogadores, que desconhecem os
problemas relacionados com a fixação mental e sabem pouco sobre o perispírito, chegam
a dizer ao comunicante que ele não pode estar sentindo nada, porque o espirito
não sente dor. O que doe é o corpo físico e que ele já morreu.
Com essa
“informação”, ele pode destruir o trabalho da espiritualidade e a chance de
ajudar este comunicante.
Há quem convide ao comunicante irônico,
que chega na reunião debochando e rindo sarcasticamente, a contar o motivo da
graça para poder rir junto. Muito cuidado!
E uma tentativa de ser amistoso e de
arrancar alguma coisa do comunicante, mas, corre o risco de cair no ridículo, não conseguir
se recuperar e não acontecer o
diálogo. Se você quer desempenhar essa tarefa de tanta
responsabilidade, então estude. E
se você está nesta função por
que não há outra pessoa que possa desempenha-la, saiba que você não está ai por acaso. Aproveite a oportunidade para se aprimorar, ao invés de dizer que não está ali porque quer. Você quis sim, e se esqueceu disso. Não é tarefa fácil, mas lembre-se: o que
é fácil hoje, já foi difícil um dia.
ATÉ BREVE,
MARIA CIBELE

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