7 DIÁLOGOS: ESPÍRITOS QUE NÃO QUEREM DIALOGAR E SUICIDAS




O não querer falar, pode ser resultado de problemas mentais ou físicos que interferem no centro da fala, como também em virtude do ódio em que se consomem que de certa maneira, oblitera a capacidade de transmitir o que pensam e sentem. Como já dissemos, pode ser o reflexo de doenças de que eram portadores antes da desencarnação e que persistem no além-túmulo, por algum tempo, de acordo com o estado mental de cada um.

Existem aqueles que não querem falar para não deixar transparecer o que pensam, representando essa atitude, uma defesa contra o trabalho que pressentem (ou sabem) estar sendo feito junto deles. Entidades com muito ódio parecem sufocadas, tendo por isto dificuldade de falar.

Neste último caso, o médium pode conseguir traduzir as suas intenções, paulatinamente. 
Não há necessidade de tentar insistentemente que falem. Ciente disso, o dialogador pode ir aos poucos conscientizando-o de que esse problema pode ser resolvido, que era uma consequência de deficiência do corpo físico, mas que no estado atual ele poderá superar, se quiser com bastante fé, etc.
Nesse momento, o passe e a prece ajudam muito. Em qualquer circunstância deve-se deixar que tudo ocorra com naturalidade, sem querer forçar a reação por parte dos que se comunicam.

ESPÍRITOS SUICIDAS: São seres que sofrem intensamente.
Quando se comunicam apresentam um sofrimento tão atroz, que comove a todos. Às vezes, estão enlouquecidos pelas alucinações que padecem, em virtude da repetição da cena em que destruíram o próprio corpo, pelas dores superlativas daí advindas e ao chegarem à reunião estão no ponto máximo da agonia e do cansaço.
Aliviar-lhes os sofrimentos através do passe é a primeira providencia a ser tomada.
Precisam de compreensão e consolo. Estão buscando uma pausa para os seus aflitivos padecimentos. A vibração amorosa dos presentes, os raios balsamizantes do Alto atuarão como brando anestésico, aliviando-os. Muitos adormecem naturalmente, para serem levados em seguida pelos trabalhadores espirituais.
Não recriminar de forma alguma e dizer que sempre temos novas oportunidades e que chegou sua vez de recomeçar uma vida nova e mais feliz.
Que ninguém sofre eternamente e o que passou deve servir de aprendizado.
Não cultive o remorso, mas, sim, a vontade firme de fazer o melhor e aproveitar a oportunidade.

PAZ,
 
MARIA CIBELE




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