3- FASES DO DIÁLOGO E COMO AGIR
Acolher
e esclarecer os desencarnados que sofrem, à luz do entendimento espírita e do
Evangelho de Jesus, é o objetivo do dialogador espirita. Onde, senão
em uma casa espirita, um
espirito desnorteado, perdido de si mesmo, totalmente equivocado, recebe esse
tipo de atendimento? Viram a importância do trabalho mediúnico realizado pelo
médium psicofônico, pelo médium de sustentação e do dialogador?
Pode começar perguntando se ele se lembra de quando tudo começou. Se ele pode dizer o que o está incomodando, se ele está sofrendo.
No próximo post, falaremos detalhadamente de cada tipo de comunicante e qual a melhor abordagem.
MARIA CIBELE MOREIRA PINTO
Trecho do livro:
Tratava-se de uma mulher que começou dizendo:
- Isto não é justo
- O que não é justo?
- Na época em que meus filhos, ainda pequenos, mais precisam de mim eu não estou lá para ajudá-los.( a mulher já sabia que estava desencarnada)
- E por que você não pode ajudá-los?
- Porque eu morri e meu marido pôs outra mulher para cuidar deles. (aqui o esclarecedor propôs a tela mental sem falar o termo, sugerindo aos mentores e ao espírito a possibilidade)
- Já considerou a possibilidade do que aconteceu ter sido justo?
- Como pode ser possível?
- Observe, você vai ver alguma coisa.
- Sim, estou vendo
- O que aconteceu?
- Eu estou vendo uma outra vida
- Sim...
- Eu era casada com o mesmo marido e tinha os mesmos filhos
- E então...
- Eu abandonei a família..marido e filhos..
Amor
e estudo. Estudo e amor. Eis formula para
cometer menos desacertos, e
a solução para sua insegurança.
A seguir, temos alguns pontos
importantes a considerar: se você
chegou até aqui, é
porque já provou a si mesmo que
tem comprometimento e discernimento suficiente
para assumir uma tarefa tão sublime. O pré requisito para essa função, é amor e
comprometimento. Depois é o estudo teórico.
Para
infundir respeito ao comunicante, sua alma deve ter desenvolvido empatia e
compaixão. Mas, não fica por ai, é preciso buscar incessantemente, desenvolver
a caridade, só assim você será ouvido e sentido de forma transformadora.
PRIMEIRO MOMENTO: A RECEPÇÃO DO COMUNICANTE.
É
na recepção que as coisas podem se complicar, de vez! Se sua energia não for de
compaixão, o comunicante que tem a finalidade de derrubar os trabalhos no bem,
já se anima. Percebe que o dialogador não tem autoridade moral.
Segundo
ponto: Como receber o comunicante. Normalmente se diz:
- Boa noite meu irmão,
seja bem vindo a essa casa de oração.
Tá
certo ou errado? Vejamos. Pode ser que o espirito não esteja no mesmo tempo
nosso. Se ele desencarna num processo traumático, num sol a pino, ele guarda
essa imagem, ainda que não se lembre do desenrolar do fenômeno biológico
conhecido como morte, ele
lembra que era dia e não, noite.
Quase
sempre, devido à imaturidade com que lidamos com a morte, esse acontecimento
traumático é logo arquivado no inconsciente do desencarnado, justamente porque
é difícil de lidar com isso, ele esconde a realidade de si mesmo. Então, só se
lembra do que ocorreu um pouquinho antes do desencarne, porque ele ainda quer
ser salvo da morte, e
por isso rejeita a realidade na esperança de que aquela situação ainda possa
ser mudada.
Ai
o dialogador bem intencionado vem e diz boa noite!
Pode
acontecer também, que o espirito esteja tão perturbado que nem perceba a referencia que o dialogador fez sobre o tempo. Mas, é preferível evitar esse tipo de abordagem.
Segundo: Meu
irmão. Como eu sei, que ele é irmão ou irmã? E se ele
for um espirito violento, machista e você o trata como "minha irmã"?
Poderá reagir negativamente a essa referencia. Tá certo que os espíritos que
aparecem agressivos, geralmente são masculinos, mas, nem sempre. Também poderá
responder que não
é seu irmão, nem
seu amigo, nem
nada seu e
ainda dizer: –
Você nem me conhece!
Terceiro: Nessa
casa de oração. E se ele for ateu? E se seu profeta não for
Jesus? Se referimos à “casa espirita” e ele tiver preconceito. Isso tudo pode
causar transtornos.
No
livro "Desobsessão" de André Luiz, ele diz que o atendimento aos
espíritos deve ser feito como se estivéssemos num hospital. Quando o paciente
chega em estado grave num hospital, os médicos partem logo para o atendimento e
no nosso caso, o mais adequado seria dizer: olá, em que posso te ajudar? Qual é
o seu problema? Ou ir direto ao assunto. Este
é um bom começo, mas, tudo vai depender da peculiaridade
de cada atendimento e
da percepção de
cada dialogador.
SEGUNDO MOMENTO: OUVIR A HISTÓRIA. Se
ele não quiser falar, é
a hora de fazermos perguntas para descobrir a causa do seu problema. Se o foco
do problema não estiver claro, o
dialogador deve usar a ferramenta das "perguntas".
Pode começar perguntando se ele se lembra de quando tudo começou. Se ele pode dizer o que o está incomodando, se ele está sofrendo.
Que
ninguém merece sofrer tanto.
Que
as coisas que a gente faz trazem consequências, mas que todos fomos criados da
mesma fonte de amor, que é chamada de Deus, e que neste momento esse criador,
esse Pai, está olhando para ele e quer aliviar sua dor.
Que
é justamente o afastamento dessa fonte de amor, que causou toda a sua dor.
Que
essa é uma verdade universal. Que ele poderá sentir agora, um pouco desse amor.
E
ai é a hora da equipe de sustentação agir com mais eficácia, e usar o passe
acalmar o comunicante.
Nunca
dizer que ele está errado, que ele tem que fazer determinada coisa. Muitos
dizem que ele
tem que mudar, tem que aceitar Jesus, tem que aceitar Deus... Tudo isso é
muito abstrato para quem está em situação de descontrole emocional, justamente,
por ter vivido de forma contraria ao que Jesus ensinou.
Jesus
não se impõe. Ele surge de mansinho, junto com o amor e vai crescendo
lentamente, conforme crescermos espiritualmente. Assim, neste caminho amoroso e
compreensivo vamos descobrindo a causa de sua dor e então, podemos passar para
a próxima etapa.
DURANTE O
DIÁLOGO: Vamos nos deparar com algumas dificuldades, a saber:
Tentativa
do espirito em desviar a atenção usando Ironia;
Fuga às
perguntas;
Resposta
com outras perguntas;
Envolver
todo o grupo na conversa;
Fazer gracejos para provocar risos;
Estabelecer diálogo com outro dialogador;
Captar os
pensamentos dos demais trabalhadores; que pensam em intervir; Tentativa de
penetrar o psiquismo alheio.
AMEAÇAS:
“Vamos botar fogo nesta casa”
“Como você
quer morrer?”
“Tenho
ordens do chefe para acabar com você”
Das
ameaças, destacaremos duas:
“Eu lhe
conheço não é de agora”! “Você não é este santo que diz ser”!
O que
fazer? Neste caso, devemos ter em mente, que somos falíveis sim, que estamos numa
jornada evolutiva, dando o nosso melhor ali naquele momento. Por isso, por
ainda sermos portadores de uma "sombra" vultosa, devemos agir com
amor e não com superioridade, como se fosse um santo, tendo em mente, que: " O
amor cobre a multidão dos pecados. "Este é o momento da mão amiga e não do juiz condenador. Também por
isso, a importância de zelar pela nossa conduta e manter nossa mente em contato, e
confiante nos amigos espirituais que coordenam o trabalho e "cuidam" de nós.
TERCEIRO MOMENTO: FAZER ALGUMA PROPOSTA DE TRATAMENTO E ALIVIO DAS DORES. Sugerir que seja acompanhado até
uma de nossas escolas de aprendizagem, ou hospital, sugerimos o encontrar de
amigos ou pessoas em quem possa confiar...
Sugerir
esse pensamento: Se as coisas não estão bem do jeito que anda vivendo, quem
sabe, uma mudança possa melhorar sua vida?
Se
você não gostar de lá, poderá voltar para onde se sinta melhor, mas que
aproveite a oportunidade. Se ele confiar em você e sentir que é uma boa
escolha, passaremos para a ultima etapa.
QUARTO MOMENTO: ENCAMINHAMENTO PARA OS LOCAIS DE TRATAMENTO. Poderemos dizer que estão
ao seu lado (se ele ainda estiver lucido, pois ,as energias de amor costumam
causar sonolência, torpor, sono e até
anestesiamento de tão bom que é), amigos do bem que vão auxilia-lo, ou
enfermeiros, ou professores, ou até mesmo anjos, conforme o contexto do
diálogo. Que ele vá em paz e confiante, e que tenha a certeza de que fez a
melhor escolha.
No próximo post, falaremos detalhadamente de cada tipo de comunicante e qual a melhor abordagem.
Aguardem
e aproveitem o estudo.
Beijão,
MARIA CIBELE MOREIRA PINTO
Texto baseado em
entrevista que Américo Sucena deu a Orson Peter Carrara.
Dialogadores queridos,
assistam estes videos.
Adquiram e leiam
o livro ao lado!!!! É Muito bom!!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=0viJs6qD8_Q
https://www.youtube.com/watch?v=ETn1VkiEp9I
https://www.youtube.com/watch?v=ZvLph1zK85M
http://www.blogdolivroespirita.com/2015/09/falando-com-os-espiritos-americo-sucena.html
Tratava-se de uma mulher que começou dizendo:
- Isto não é justo
- O que não é justo?
- Na época em que meus filhos, ainda pequenos, mais precisam de mim eu não estou lá para ajudá-los.( a mulher já sabia que estava desencarnada)
- E por que você não pode ajudá-los?
- Porque eu morri e meu marido pôs outra mulher para cuidar deles. (aqui o esclarecedor propôs a tela mental sem falar o termo, sugerindo aos mentores e ao espírito a possibilidade)
- Já considerou a possibilidade do que aconteceu ter sido justo?
- Como pode ser possível?
- Observe, você vai ver alguma coisa.
- Sim, estou vendo
- O que aconteceu?
- Eu estou vendo uma outra vida
- Sim...
- Eu era casada com o mesmo marido e tinha os mesmos filhos
- E então...
- Eu abandonei a família..marido e filhos..


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